quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vinis estão de volta

Realmente os vinis estão voltando, aos poucos, a preços não muito acessíveis, mas estão voltando.
Posso dizer isso por três motivos: compro vinis novos pela internet, tem fábricas reciclando vinis e a única fábrica brasileira de vinis voltou as atividades em 2009.
A primeira matéria que encontrei a esse respeito foi no site da VEJA:
Fábrica prensa discos novos de vinil reciclando álbuns antigos, um negócio que produz 10 mil unidades por mês. Para alguns apreciadores da velha mídia, os bolachões têm som mais agradável e são mais fácil de usar que os tocadores digitais.
Video em Fábrica recicla vinil e prensa novos discos.

A segunda foi no site da G1.globo.com, a respeito da volta da Polysom:
Foto: Daigo Oliva / G1
"O disco de vinil vai bombar no Brasil" é a previsão é de João Augusto,  novo dono da Polysom, única fábrica de LPs da América Latina. Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ela ficou desativada até ser comprada pelo presidente da Deckdisc, no início do ano de 2009. Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês;
“A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, diz João Augusto.
 Na era do MP3, disco de vinil recupera espaço entre os fãs de música.
De acordo com o proprietário, a capacidade de produção será de 40 mil discos por mês. “Isso só no começo, depois pode aumentar. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados.” 
Como não se fabrica mais maquinário para prensar discos de vinil, todo o equipamento da Polysom é reaproveitado. “Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás.” 
A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora”, diz João Augusto. “Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.” 
Nos Estados Unidos, as vendas de discos de vinil aumentaram 50% em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados pela Soundscan. Segundo a empresa, a estimativa é que sejam vendidos 2,8 milhões de LPs no país até o final do ano – esta é a marca mais alta desde que a Soundscan passou a acompanhar o setor, em 1991. 
A gravadora Sony acaba de lançar a série “Meu Primeiro Disco”, que traz de volta ao mercado álbuns históricos num formato de luxo em edição limitada. Cada exemplar contém o LP original com áudio remasterizado fabricado nos EUA e um CD.
 A primeira edição do projeto reúne os trabalhos de estreia de Chico Science & Nação Zumbi, Vinícius Cantuária, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei e João Bosco. Serão 30 títulos ao todo, incluindo álbuns do Skank, Zé Ramalho, Sérgio Dias e Maria Bethânia. Cada disco custa em torno de R$ 150.
 “Da lama ao caos é o primeiro e mais importante disco de nossa carreira”, diz Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. “Ali estão as ideias de anos de expectativa por uma consolidação profissional. Tudo aconteceu da melhor maneira possível. Não imaginávamos que um dia o álbum seria tão importante para a música brasileira. Mudamos o conceito de ‘MPB é uma m..., o negócio é imitar gringo’”, reflete o músico, que só compra vinil. 
“Não sei quantos LPs eu tenho, mas minha coleção tem de tudo. A maior parte de música brasileira, depois jazz, depois Jamaica, alguns de funk, outros de rock, vários do Fela Kuti, Hendrix, trilhas sonoras...” 

A Polysom, unica fábrica da América Latina destinada a não deixar morrer a cultura do eterno bolachão, acaba de colocar seu SITE no ar. Completo e de fácil navegação o site conta com um histórico da fábrica, todos os parceiros, fornecedores, link para a loja oficial – 7 Polegadas – e um link para artistas montarem seus discos.
Desde o retorno das atividades, a Polysom já lançou mais de 40 títulos, todos de alta qualidade e com muito cuidado na produção, entre eles toda a coleção da Legião Urbana e LPs que fizeram história como “Cabeça Dinossauro” (Titãs), “Secos & Molhados” (Secos & Molhados) e muitos outros pelo selo “Clássicos em Vinil” de autoria da própria Polysom.
É sempre muito bom ver esse tipo de iniciativa para não deixar essa cultura morrer.



Post sugerido por Marlon Vieira.

Um comentário:

  1. Oii!! tentei entrar no meu blog e só dá erro, diz que meu sevidor nõ comporta????????
    Help!!!!
    andrea

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