sábado, 11 de janeiro de 2014

Conexões 07 | Lado A Discos bate-papo com Bacabí da banda Punkake

O ano de 2014 já começa bem com a Quinta entrevista da seção Conexões, com o nosso parceiro Neigmar Vieira do Lado A Discos, entrevistando Bacabí, vocalista e compositora da banda curitibana PUNKAKE.
Para falar a verdade, conheci a banda há pouco tempo, por isso fiz uma breve pesquisa e escutei o material para poder escrever algo interessante depois da entrevista.

http://www.fotolog.com.br/bandapunkake
Nei: 1 - Quando e como você começou a cantar?
Bacabí: Foi aos cinco anos, quando cantei, pela primeira vez em uma festa de família. Comecei a amar a música e o rock, graças à Jovem Guarda, cantando Celly Campello, Erasmo Carlos e Wanderléa. Pouco tempo depois, entrei para o Coral do Colégio Bom Jesus.

Nei: 2 - Como foi o caminho até chegar à Punkake?
Bacabí: Comecei a cantar em público aos 10 anos, quando entrei para o Coral do Colégio Bom Jesus, onde me destaquei e passei a fazer solos. Daí minha paixão por música só cresceu, aos 13 anos, conheci a guitarrista Lívia Calil, minha amiga e parceira de banda desde sempre inclusive, foi  a partir dessa amizade que nasceu a Tampaks, banda que formamos para participar de um Festival de bandas do Colégio Bom Jesus, quando tínhamos 17 anos. O gosto pelo lance de banda era cada vez maior e passamos a ensaiar constantemente e aos 20 anos fundamos a Punkake, com um CD demo intitulado “1×3”.

Nei: 3 - Eu reparei que depois do lançamento do CD “Tão Sexy” (2009) a PUNKAKE lançou um vídeo (MEOW) em 2012 e um single digital (Vanilla Dreams) em 2013. Por que vocês optaram por essa maneira de divulgar as novas composições?
Bacabí: Pela questão dos custos unicamente, já que o lançamento virtual é muito mais viável para uma banda independente. Porque gostamos muito mais do álbum completinho, fisicamente, com arte, tem toda uma magia.a.

Nei: 4 - Muitas bandas têm optado pelo vinil para promover seus trabalhos mais recentes. Como você vê essa “volta” do Lp? A Punkake pode lançar um vinil no futuro?
Bacabí: Acho sensacional. Nada como o bom e velho vinil, o som produzido pela agulha da vitrola é muito mais charmoso, tem todo um ritual envolvido no ato de se ouvir discos LP, que faz deles sempre especiais. Na verdade, sou suspeita pra falar do assunto, porque tenho uma fascinação muito grande por tudo que é cultura vintage e retrô, principalmente na música e na moda. Sobre a Punkake lançar um vinil? Pode e deve, aliás, todo músico deveria poder. É tudo uma questão de planejamento, essa é uma das minhas ambições para o próximo álbum: alguns exemplares prensados no vinil, grandão, bonitão.

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Nei: 5 - Quais são suas influências e como é seu processo de composição?.
Bacabí: Decidi que queria cantar profissionalmente depois que encontrei alguns discos de vinil da Suzi Quatro nas coisas do meu pai, aos 11 anos. Vi que era uma linda mulher do rock pelas capas, o que me despertou a curiosidade, quando coloquei para tocar foi paixão a primeira ouvida: uma voz potente, muitas distorções de guitarra e versões de Elvis Presley que nunca ouvira antes. Terminada a primeira música eu pensei: “é isso que eu quero fazer da minha vida”. Daí fui para Janis Joplin, The Doors, Beatles, entre outros. Nos anos 90 tornei-me fã de No Doubt e até hoje tenho uma grande admiração pelos vocais da Gwen Stefani. Atualmente, sons que escuto bastante são Gossip, Kings of Leon e Foo Fighters.
Quanto às composições não têm uma fórmula mágica, nem momento ou hora certa, mas o ócio é necessário. As minhas melhores ideias vêm no ponto de ônibus, banho e lavando a louça (risos). Quando tenho um papel por perto, corro pra anotar a letra. Mas se é melodia, gravo no celular, solfejando mesmo. Depois, quando sinto que a música está um pouquinho mais madura, mostro pras meninas no ensaio e finalizamos juntas. Mas muitas das músicas da Punkake fazemos as quatro juntas, espontaneamente, despretensiosamente durante os ensaios.

Nei: 6 - E os planos da Punkake para 2014? Teremos muitas novidades?.
Bacabí: Agora no começo de 2014 estamos finalizando composições e estamos nos reunindo com um produtor para as pré-produções. Para o meio do ano teremos sons novos a serem lançados e estamos bem empolgadas com os resultados. Algumas dessas músicas já estamos tocando nos shows e é lindo ver como o público reage. Talvez lancemos um ou dois vídeos, mais indie mesmo, sem grandes produções envolvidas, mas que possam agregar valor ao nosso som e passar a mensagem da música!

Sobre Bacabí e a banda Punkake
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A Punkake foi formada em 2005 com a ideia de quebrar os paradigmas machistas e formar uma banda só com garotas, porém não com garotinhas bonitinhas e indefesas, mas sim, garotas decididas. A banda seguiu uma linha fortemente influenciada pelo Punk e o Powerpop, fazendo suas musicas rápidas, abordando de forma direta todos os assuntos do cotidiano do grupo.
A Punkake é composta por Bacabí no vocal, Lívia Calil na guitarra, Lucy Peart na bateria e Ingrid Richter no baixo).
A vocalista Bacabí, entrevistada pelo Lado A Discos, decidiu o que queria ser na adolescência ao ver
Gwen Stefani do No Doubt, cantando. A baixista Ingrid Richter se apaixonou pelo Rock ao ouvir a banda Silverchair, ela se espelha muito em Alanis Morissette e na banda canadense Kittie, formada por mulheres.
A guitarrista Lívia Calil cresceu ouvindo Pink Floyd, se apaixonou por Nirvana na adolescência e se encantou anos depois com a presença de mulheres embandas como Veruca Salt e Hole. Já o baterista do Nirvana, Dave Grohl, hoje frontman do FooFighters, foi a grande inspiração da baterista da Punkake, LucyPeart.
Porém, é claro que o caminho para chegar ao reconhecimento não foi tão fácil assim, aind amais no Brasil em que as bandas de Rock são pouco valorizadas. Forma muitos shows nas noites das grandes capitais do sul e sudeste na tentativa ver se o trabalho chamar a atenção. Tudo isso serviu de combustível para o quarteto compor sua m´suica e seu estilo, lançando primeiramente EP´s até que no ano de 2010, lançaram seu primeiro disco “Tão Sexy”.
Um retrato fiel do que a Punkake é capaz de fazer o álbum foi muito bem produzido e traz letras fortes e conscientes, sem esquecer a superioridade que as mulheres exercem, nos pobres homens sofredores, mas tudo isso de forma sutil. As letras falam de relacionamentos, ansiedades, amizades, coisas que dão certo ou errado, em alguns momentos do álbum você se sente ouvindo a banda Luxuria em um dos seus melhores momentos.
Destacam-se as faixas: “Tão Sexy” (videoclipe produzido pela Cia de Canalhas, com edição e pós-produção de Carlon Hardt e Lucas Fernandes) que abre o álbum de forma divertida, tem uma linha de baixo que se assemelha muito ao Green Day dos anos 90, virando um belo cartão postal do grupo. A segunda, "16h30min”, segunda musica do trabalho, mostra qual é o caminho do álbum, falando de encontros e desencontros, e o som é formado por sintetizadores que se destacam além do baixo e da bateria bem marcados. “Bipolaridade” é uma faixa que surpreende pela honestidade e sobriedade da letra, aborda como se libertar das amarras e seguir seu próprio caminho. “Tão Sexy” merece ser ouvido na integra: são 39 minutos de ricos detalhes, diversão e sutilezas.


Em 2009, a Punkake também participou do Programa Astros no SBT. Além disso,
as meninas já abriram  o show da banda californiana The Donnas em Curitiba e estão entre as 50 melhores bandas femininas do planeta, considerada pela FTW (organização que acompanha e avalia bandas femininas no mundo todo).
No segundo semestre de 2012 a Punkake lançou o single “Meow”, música que dá uma nova cara ao som das garotas Curitibanas. Percebe-se um som mais pop, sem perder atitude, a grande diferença é a musica composta em inglês.
“Meow” foi gravada em um dos melhores estúdios de Curitiba, o Click (clickaudioworks.com.br), contou com a produção de Ruth Varella, grande compositora e produtora radicada em Chicago/USA e teve como engenheiro de som o alemão Norbert Weiher. Já a mixagem do single ficou ao encargo de Stephen George, baterista fundador da banda Ministry, no GimmeThatSoundStudios de New York/USA (gimmethatsound.com), produtor este que já trabalhou com grandes nomes da cena internacional como Michael Jackson, R. Kelly e Britney Spears. E, por fim, ”Meow” foi mixado por Chris Gehringer no estúdio Sterling Sound, New York/USA, (sterling-sound.com), responsável por mixar os últimos trabalhos do fenômeno musical Lady Gaga.
O vídeo clipe da música foi filmado recentemente e teve roteiro produzido por Paulo Biscaia, renomado diretor e dramaturgo, que também dirigiu e foi o responsável pela edição do vídeo, contando com a produção de sua equipe da Companhia Vigor Mortis.


Mas, para tanto, a banda contou com o apoio de fãs, amigos, familiares e entusiastas do Rock feminino que financiaram parte do investimento pelo Catarse - site de financiamento colaborativo em que os fãs bancam o projeto, neste caso, o vídeo clipe, em troca de recompensas.
O Video Clipe foi rodado na Universidade Livre do Meio Ambiente, com apoio da Prefeitura e tendo como demais apoiadores: Salão Pin Up (estética), Conceito Pin Up (figurino) e Padaria América (alimentação).
Conheci a Punkake no ano passado, mas posso dizer que essas meninas mostram muita vitalidade e sinergia, fazendo uma mistura de canções próprias e covers.
Segundo Fernada Deslandes, na matéria do site paraná-online, no palco, elas enfrentaram com classe um pouquinho de preconceito e hoje sentem que são uma “banda de rock”. “Parece que as mulheres atraem mais olhares e despertam curiosidade. O público se impressiona mais. Mas nos dias atuais, é cada vez mais comum ver mulheres se destacando na música, então já não há mais tanta diferença entre homens e mulheres no palco”, afirma Ingrid.

http://www.fotolog.com.br/bandapunkake
O proprietário do bar Crossroads, Alessandro Reis, concorda que a força feminina tem aumentado bastante. De acordo com ele, quando o cliente chega nobar e ouve uma voz feminina, a reação é mais impactante. “É um diferencial a mais, soa bem. Elas também tomam um cuidado muito grande com o lado visual,estão sempre impecáveis, ao contrário do pessoal que geralmente não liga muito pra como está tocando. A produção delas é muito mais visível e isso também é interessante”, explica
A paixão pelo rock é algo que dificilmente se explica, mas que cresce no coração das mulheres a cada dia. “O rock é energia pura. Ele me faz vibrar, e liberar os meus instintos mais selvagens, é como um transe, uma oração que te transporta para outro lugar, e depois te devolve com toda satisfação”, confessa Lívia.
E Bacabí assina embaixo. “O rock é o estilo musical da revolução, que quebra as barreiras do certo e errado. É o estilo que nunca sai de moda, pois tem consistência musical e que mais abraça a loucura (a minha, pelo menos!). Além de ser o estilo que mais me agrada aos ouvidos (identifico-me com as
distorções da guitarra e os vocais rasgados, particularmente), é também o estilo que mais me agrada aos olhos: os shows de rock são os mais explosivos e performáticos, quem assiste nunca se esquece e eu viciei”.

Pra conhecer um pouco mais sobre a banda Punkake visite:
www.punkake.com.br
www.facebook.com/punkakerock

Para ouvir algumas músicas acesse:
https://myspace.com/bandapunkake
https://soundcloud.com/punkake
http://www.livelyup.com/punkake
http://punkake.palcomp3.com.br

Para baixar as músicas:
http://tramavirtual.uol.com.br/punkake

Para ver fotos:
http://www.fotolog.com/bandapunkake

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