terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Conexões 16 | Neigmar Vieira entrevista Baq'ta

O ano de 2015 já começa bem com a Décima Segunda entrevista da seção Conexões, com o nosso parceiro Neigmar Vieira do Lado A Discos, entrevistando meu amigo DJ Baq’ta.

Nei: 1 -  Como é que começou o teu lance com o Hip – Hop? 
Baq’ta: Ando de skate desde 98, então sempre estive na rua, me aproximei do Hip Hop quando tava rolando uma oficina de breaking na mesma praça que eu andava de skate em 2003, fiz essa oficina e quando vi tava formando minha crew de breaking em 2005, a South Brothers Crew. De lá pra cá tô mergulhando cada vez mais nessa ideia.

Foto: De Volta Para o Vinil.
Nei: 2 - As pessoas me disseram que você era B.Boy. Você pode explicar para os nossos leitores o que faz um B.Boy?
Baq’ta: Era não hehe, ainda sou e pretendo parar de dançar só quando o corpo não aguentar mais. B.Boy é a parte dançante do Hip Hop, é o cara que dança no "break" da música. Muito pensam que o B.Boy é um ginasta, por causa das acrobacias e tudo mais, mas nós somos dançarinos, tudo o que fazemos está em sincronia com a música, somos a parte visual do som!
Nei: 3 - Comente um pouco sobre a South Brothers Crew.
Baq’ta: A South Brothers surgiu em 2005 com a união de alguns amigos que fizerem a oficina que eu comentei ali em cima, o Jotabê era o professor, junto com mais alguns que queriam aprender. Então resolvemos nos batizar como irmãos do sul, já que todos moravam na zona sul de Curitiba, e realizar treinos constantes e até dar algumas aulas com o pouco que sabíamos, agora já são 10 anos de grupo,
muitas viagens, muitas risadas e muita ralação no chão hehe.

Nei: 4 - Uma vez você me disse que uma crew não dança o passo de outra crew, nem um B.Boy dança o passo de outro B.Boy. Você pode explicar para os nossos leitores como isso funciona?
Baq’ta: Em qualquer um dos elementos do Hip Hop você precisa ser original, genuíno. No breaking, por exemplo, existem alguns passos básicos que são muito
importantes de se conhecer e é ótimo para ensinar aos outros, mas depois que a
pessoa aprende é necessário CRIAR.
Não só criar seus próprios passos, mas sim criar seu estilo de dançar e esse
estilo deve ser único.

Boombox
Nei: 5 - E o lance de DJ como começou?
Baq’ta: Sempre tive em minha cabeça que quando eu não aguentasse mais dançar breaking eu iria aprender a discotecar pra não me afastar da música, aconteceu que tive oportunidade de comprar os toca discos antes disso, dai já era... Me apaixonei pela parada hehe.
Não só pela discotecagem, mas também pela todo o lance do disco de vinil, é algo mágico que realmente mexe comigo.

Foto: De Volta Para o Vinil.
Nei: 6 - Fico pensando que cada evento ou festa tenha um perfil. Como você prepara o seu set?
Baq’ta: Tento levar os discos de acordo com a proposta da festa, mas sempre levo alguma coisa pra dar uma quebra no conceito, por exemplo, se a festa é de rap eu levo algum som brazuca, se a festa é de som brazuca sempre levo algum som gringo e por ai vai... Escolho os sons que vou tocar geralmente na hora mesmo, não existe uma receita pra montar o set, vou tocando o que gosto e vendo se a galera tá curtindo também, se vejo que a pista tá legal eu mantenho a mesma linha de som, se não eu mudo pra outra linhagem de som, mas que também seja do meu gosto hehe.
Nunca toco som que eu não gosto só pra fazer pista.


Nei: 7 - Baq’ta fique a vontade para fazer suas últimas considerações, deixar contatos, redes sociais, festas, eventos e o que mais achar necessário.
Baq’ta: Hip Hop é sobre "Paz, Amor, União e Diversão", apenas faça o que acredita a partir disso, mesmo não rolando viver disso é um modo legal de viver com isso. Contatos pra festas faço praticamento pelo Facebook mesmo, também respondo pela página da festa que organizo junto com o DJ Seviw, a Boombox, que é uma festa com foco no rap dos anos 90, rola quinzenalmente ali no Atary Bar.

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