domingo, 26 de abril de 2015

Kiss em Curitiba - O maior espetáculo da terra sem sombra de dúvida...

Quem vai em Show de Rock sempre tem história para contar, por isso vou descrever minhas impressões a respeito do "Maior Espetáculo da Terra" ou o Show do KISS, que aconteceu no dia 21 de abril, na Pedreira Paulo Leminski em Curitiba.
Comprei o ingresso em fevereiro, uma semana depois do KISS anunciar a vinda para  Curitiba e ainda sim peguei o segundo lote por um preço não muito convidativo. Mas quando lembramos que as boas bandas do bom e velho Rock n' Roll estão acabando, não pensamos duas vezes em comprar um ingresso caro, ainda mais quando temos a oportunidade de vê-los em nossa cidade.
Pois bem, depois de alguns meses de espera, eis que chegou o grande dia... nublado, chuvoso, típico da capital paraense. Acho que todos os shows abertos que eu fui, até o momento, em nenhum eu peguei tempo bom.

Foto: Diego Kloss
Nesse fui muito bem acompanhado pelo meu primo Marcos e minha amiga Solange. Chegamos na Pedreira por volta das 16h 20 e descemos a João Gava observando a movimentação na frente da Pedreira. Seguimos pela João Gava para tentar achar o final da fila, viramos na Rua Antônio Krainiski e na sequência na Benedito Correia de Freitas, ou seja, uma fila gigantesca aguardava a abertura dos portões programada para às 17h.
Filas de shows são cômicas, você vê cada figura e situação, desde o tiozinho cozido até os caras pintadas, além é claro dos vendedores ambulantes que são uma diversão a parte. Camisetas, colares, bótons, bandeira, bandana, páu de selfie, hambúrguer, cachorro quente, espetinho, cerveja, uísque, tequila servida na bandeja e o mais bizarro de tudo, cachaça em sachê. Ainda temos os moradores vendendo banheiro a dois reais, ideia bem lucrativa. Para falar a verdade não gostaria de morar perto da pedreira, não pelo barulho que deve incomodar de fato, mas os entornos ficam imundos de pois do evento, o pessoal não respeita mesmo, muita gente sem noção. Na verdade, não sei se a organização ou a prefeitura fazem a limpeza. Entretanto, foi ótimo ver algumas famílias com crianças aguardando ansiosamente, isto é, novas gerações apreciando o que há de melhor do Rock antigo e de qualidade. Um fato que chama a atenção nos shows do Kiss é a devoção dos fãs. O que se viu fora e dentro da Pedreira foram milhares de pessoas com seus rostos pintados e entusiasmadas pela chance de ver o quarteto tocar na capital paranaense.
Os assuntos dos mais diversos, desde "shows que já fui" até filmes, quadrinhos e por aí vai, nessa você acaba conversando com pessoas diferentes e fazendo os "amigos de fila".
Depois das 17h, a fila foi aumentando e andando a passos lentos, na verdade não sabíamos se os portões já tinham sido abertos ou não. Até às 18h 30 a filou andou bem pouco, até que perto das 19h horas conseguimos chegar na João Gava e estávamos há alguns metros da Pedreira.
Um problema com o gerador de energia durante a passagem de som do Kiss, atrasou o cronograma desde a abertura dos portões até o início do show dos curitibanos do Motorocker, que começou com meia hora de atraso e um setlist reduzido pela organização do evento.
Exatamente às 19h 30, conseguimos entrar na Pedreira avistar o palco e na mesma hora o Motorocker começou a tocar com meia hora de atraso. Passamos pelos portões da área vip e seguimos para o lado esquerdo do palco onde estava mais tranquilo, mas grande parte do público ainda não tinha entrado. Deu um pouco de tumulto na entrada, mas foi tudo resolvido. Alguns reclamaram que não conseguiram ver o show do Motorocker, mas são aqueles que chegam às 19h e querem pegar a grade, ou melhor dizendo, pega o bonde andando e quer sentar na janela, é só chega antes.
Enfim, nenhuma novidade no curto show do Motorocker, sinceramente, preferia que o Kiss tivesse trazido na bagagem o Def Leppard, como ocorreu em alguns países por onde a turnê passou, seria bem mais interessante.
O show acabou por volta das 20h 35 com a produção cortando uma música devido ao atraso. Rapidamente a produção começou a ajeitar o palco para o grande espetáculo que viria a seguir colocando um enorme pano preto com a logo do Kiss.


Às 21h o pano caiu e, em meio a serpentinas, labaredas e gelo seco, a banda emendou três clássicos de suas quatro décadas de estrada: “Detroit Rock City”, “Creatures Of The Night” e “Psycho Circus”.
Tommy Thayer (Guitarra), Eric Singer (bateria) e principalmente os dois frontmans da banda, Paul Stanley (guitarra e vocal) e Gene Simmons (baixo e vocal) sabem comandar seu público como poucos.



A banda seguiu o show passeando pela sua discografia, com “War Machine”, “Deuce” e “Do You Love Me”. Paul Stanley elogiou o Brasil em vários momentos do show, como antes de “I Love It Loud”, uma das músicas mais esperadas do show. “Essa é a primeira vez que nós tocamos em Curitiba. Nós amamos o Brasil”, disse. “Vocês queriam o melhor, vocês conseguiram o melhor. A banda mais quente do mundo, Kiss”. O quarteto americano se orgulha de dizer que faz o melhor espetáculo da Terra. E nenhum dos fãs do grupo, que lotaram a Pedreira Paulo Leminski na noite desta terça-feira, pode falar o contrário.








A apresentação teve de tudo: pirotecnia, Paul Stanley voando por cima do público, chuva, papel picado, fogo e acima de tudo e o mais importante: música de excelente qualidade, pois sem isso não existe produção de um espetáculo que faça sentido.
Durante o show, todos os músicos faziam questão de chegar na beira do palco, para a alegria dos fotógrafos e do público. Paul Stanley e Gene Simmons, de forma especial, olhavam nos olhos dos fãs. Diferente de alguns artistas que preferem se colocar em um pedestal inacessível, o Kiss em seus shows faz questão de brindar a plateia com música, produção e simpatia.




Na sequência da apresentação, “Lick It Up”, uma das canções mais esperadas da noite, foi cantada por todos e resumia bem o estado de espírito da Pedreira.
Antes de “God Of Thunder”, Gene deu o seu show particular, cuspindo sangue e depois sendo alçado a uma plataforma perto do teto do palco. Na sequência, em “Love Gun”, Paul deu uma volta de tirolesa por cima da plateia, descendo em uma estrutura montada ao lado da torre de luz e som, no meio da Pedreira. A essa altura a chuva já havia aumentado consideravelmente, mas, estava chovendo? Certamente ninguém ali se importava com isso, eu inclusive já tinha tirado minha capa de chuva.




Após “Black Diamond”, a banda se retirou rapidamente do palco. Na volta, os músicos jogaram palhetas e baquetas para os fãs, agradeceram a acolhida que tiveram e tocaram “Shout It Out Loud” e “I Was Made For Loving You”, preparando o público para o grand finale. “Rock ‘n’ Roll All Nite” encerrou o espetáculo com uma chuva de papel, Simmons e Thommy dando uma “volta” por cima do público em duas plataformas que se projetaram para a frente do palco, papel picado e fogos iluminando a chuvosa noite curitibana.


Foto: Diego Kloss
Quando as luzes se apagaram para a banda sair do palco, com “God Gave Rock And Roll To You”, a emoção estampada no rosto das pessoas era latente. Mesmo quem já estava acostumado a assistir shows de bandas desse porte ficou impressionado com a grandeza do espetáculo proporcionado pelo Kiss. Depois apareceu no telão a mensagem "Kiss ama Curitiba" e  mais um espetáculo de fogos iluminou a fria e chuvosa noite curitibana.
A chuva apertou ainda mais, mas já não importava, pois todos saíram estasiados com o que tinham acabado de testemunhar e era nítida a sensação de que tivemos a honra de sermos brindados com esta super banda.
Assim, mediante os acontecimentos recentes, podemos concluir que em terras paranaenses Cláudia Milk não tem vez. Vida longa ao Rock n' Roll!

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