terça-feira, 31 de julho de 2012

Outras Coleções 07 | Coleção de Selos - Filatelia

Faz um tempo que não escrevo sobre minhas outras coleções e já que nesta quarta-feira é o Dia Nacional do Selo (1º de Agosto), vou falar sobre Filatelia ou Coleção de Selos.
Minha Coleção de Selos começou bem antes de eu nascer, quero dizer, meus pais também adoravam colecionar coisas, na verdade herdei esse "dom". Infelizmente por me dedicar mais as minhas coleções de vinis, bonecos, miniaturas de carros e instrumentos e relógios de bolso, tanto em termos de tempo quanto em investimento, não tenho comprado mais selos. Além desse motivo, passei a não comprar selos nas feiras, pois já encontrei selos falsificados e também a preços exorbitantes. Mas pretendo voltar a colecioná-los.
Enfim, neste post vou falar um pouco sobre a Filatelia, fazer um breve histórico, descrever os tipos de coleção e depois vou mostrar um pouco da minha coleção de selos.

Filatelia
A Filatelia é o estudo e o colecionismo de selos postais e materiais relacionados. A filatelia tem várias áreas de estudo, a saber: filatelia tradicional, história postal, pré-filatelia, marcofilia, inteiros postais, filatelia temática, aerofilatelia, astrofilatelia, maximafilia, filatelia juvenil, literatura filatélica, selos fiscais, classe aberta e um quadro.
O objetivo deste hobby é selecionar selos para compor uma coleção, que pode ser geral ou temática. Existem coleções que além dos selos possui informações sobre o tema, parâmetro utilizado por muitas pessoas nas coleções temáticas.
Apesar de diferenças entre os vários tipos de coleções um único ideal une os filatelistas de todo o mundo: a vontade de conhecer mais sobre um lugar, objeto, pessoa, país, etc. É o conhecimento que estimula os filatelistas a continuar com seu hobby.
A filatelia, o mais popular de todos os passatempos, está em alta mundialmente: conta com mais de 40 milhões de adeptos (somente na China são 30 milhões de colecionadores, nos EUA são quase 2 milhões de pessoas) e movimenta aproximadamente U$ 16 bilhões de doláres por ano. No Brasil, segundo país do mundo que emitiu selos, essa atividade é tida como uma das mais ricas do planeta, onde o famoso Olho-de-boi, precursor da filatelia brasileira, foi impresso em 1843.
A Inglaterra, terra que criou o selo no século XIX, em 1840, também se destaca com a Exposição Filatélica Mundial, evento que acontece a cada dez anos. (A última exposição foi no ano de 2010, em Portugal).



Em 1856, o selo, também em Londres, surgiu pela primeira vez como passatempo e atividade comercial, com a abertura da casa filatélica Stanley Gibbons considerada a equivalente ao Índice Dow Jones, uma vez que ela realiza avaliações de preços de selos em nível mundial.
A atividade não é apenas lúdica e continua cada vez mais valorizada: a quadra (quatro selos juntos) com a imagem do avião Jenny, o selo mais caro dos Estados Unidos, foi vendida há pouco por quase US$ 3 milhões.



Breve histórico
Embora já existissem colecionadores de carimbos e cartas anteriormente, a data de inicio da Filatelia é considerada como a data do lançamento do primeiro selo postal do mundo, ou seja, 06 de maio 1840.
O primeiro selo postal foi o Penny Black, (one penny black), surgido na Inglaterra em 6 de Maio de 1840. A ideia foi de Sir Rowland Hill, membro do Parlamento do Reino Unido, para que fosse o remetente a pagar a tarifa, pois antes da criação do selo, o destinatário é que a pagava, criando um enorme número de devoluções.
No dia 1° de agosto de 1843, foi emitido, portanto, o 3° selo do mundo, o brasileiro (Olho de Boi) numa série de três valores: 30 réis, com tiragem de 856.617 exemplares; 60 réis, com tiragem de 1.335.865 exemplares; e 90 réis, com apenas 341.125 exemplares. Por isso, dia 1º de Agosto é dia Nacional do Selo.
O colecionismo de selos começou imediatamente logo após o primeiro selo, graças ao sucesso da reforma postal e à sua adoção internacional, surgiram selos em diversos países e, consequentemente, seus colecionadores.


No final dos anos 1800 apareciam artigos falando da necessidade de especialização, isto é colecionar um só país ou região, dado o grande número de selos e devido à alta crescente dos preços dos selos (ex. Revista Filatélica do Brasil de setembro de 1897). Naquela época já era muito difícil se colecionar todos os selos que eram emitidos.
As primeiras coleções eram, naturalmente, do tipo atualmente denominado tradicional e logo surgiram clubes, publicações, catálogos, um comércio regular.
Posteriormente, já no século passado, surgiram as coleções temáticas genéricas (animais, flores, esportes, religião, etc.). Nada de coleções mais específicas como se pode ver hoje, pois o material era mais escasso.
Atualmente, na Filatelia Temática, dá-se preferência a uma coleção mais específica, devido à grande quantidade de material disponível. Esta modalidade de colecionar é hoje a mais praticada em todo o mundo.

Associações de Filatelia
A Filatelia cresceu, tornou-se o entretenimento mais praticado em todo o mundo e o mais organizado, com entidades internacionais e nacionais em quase uma centena de países.
Em cada país existem inúmeras agremiações filatélicas (clubes, associações, núcleos, etc.), a maioria delas estruturadas em federações nacionais como é o caso da Federação Portuguesa de Filatelia (FPF) e da Federação Brasileira de Filatelia (FEBRAF). Por sua vez, as federações nacionais estruturam-se em federações continentais. Assim a FPF integra a Federação Europeia de Sociedades Filatélicas (FEPA) e a FEBRAF a Federação Inter-Americana de Filatelia (FIAF). As federações continentais por sua vez, são membros associados da Federação Internacional de Filatelia (FIP), a qual coordena e superintende a nível mundial todas as atividades da filatelia.
Em Portugal, o Clube Filatélico de Portugal fundado a 27 de Outubro de 1943, é o clube mais antigo e com maior número de associados.
No Brasil, a Federação Brasileira de Filatelia (FEBRAF) foi fundada em 17 de dezembro de 1976. É uma sociedade civil de caráter cultural, sem fins lucrativos, destinada a promover e integrar as atividades filatélicas no país, assim como representá-lo internacionalmente. A FEBRAF é filiada à Federação Internacional de Filatelia (FIP) e à Federação Interamericana de Filatelia (FIAF).

Como colecionar selos
A regra recomenda que não se deve misturar os dois tipos usados e novos. Mas isso fica a critério do colecionador e do tipo de coleção que desaja fazer. A coleção de selos novos sempre tem mais valor financeiramente falando. O selo novo é aquele que não foi utilizado para franquear nada e faz parte de uma coleção, como fora vendido na agência dos correios. Assim, um selo emitido em 1918, com sua goma original, sem nenhum carimbo ou marca é considerado como "novo". Um selo emitido em 1980, e que já fora usado para selar alguma carta é considerado como "usado". Muitos preferem esse tipo pois afirmam que os selos são mais autênticos, porque cumpriram a sua finalidade. Quem optar pela coleção de selos novos, devem tomar algumas precauções, como conservar a goma original, pois num país de clima tropical como o Brasil, sempre surgirá algum problema na conservação. Um dos recursos é a aplicação de talco (sem perfume) sobre a goma, de forma a evitar a umidade provocada pelo meio ambiente.
Atualmente, os selos brasileiros e de muitos países vêm com cola tropicalizada, o que evita transtornos. Porém, alguns filatelistas preferem lavar os selos para retirar a cola, porque algumas emissões descoram e podem surgir manchas.
Considera-se usado, aquele selo que traz a marca de um carimbo a fim de indicar que já cumpriu a sua missão, ou seja, o pagamento antecipado da taxa postal para o envio de uma correspondência. Determinados países aplicam carimbos em selos novos, para fins filatélicos. São os chamados "carimbos de favores". Desta forma, os selos usados não devem conter defeitos de picotes, dobras, cortes e manchas. De preferência o carimbo deve ser nítido e perfeito, as excessões só ocorrem para os selos raros.

Tipos de Coleção
 As primeiras coleções filatélicas eram "universais", isto é, englobavam todos os selos do mundo. Porém, com o passar do tempo, milhares de selos foram sendo emitidos pelas administrações postais e tornou-se impossível colecionar todos os selos emitidos. Nos dias atuais quem pretende colecionar todos os selos, acaba não colecionando nada. Diante disso, o filatelista precisa definir o tipo de coleção que deseja fazer: clássica, por assunto ou temática, cada uma obedece a uma norma própria.
  • Clássica: é aquela coleção de um determinado país ou de uma determinada época. Assim, o indivíduo escolhe um país e começa a colecionar desde o primeiro selo emitido, em ordem cronológica, observando todos os detalhes técnicos (papel, cor, carimbo, ensaios, etc) até a última emissão. No caso dos selos Brasileiros, o filatelista poderá colecionar se desejar, somente os comemorativos (a partir de 1900), os emitidos durante o Império ou ainda, a partir de 1969, quando foi criada a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos-ECT. A coleção clássica poderá ser montada em folhas de álbum próprio ou em folhas quadriculadas.
  • Assunto: é aquela que reúne todos os selos e documentos filatélicos que tenham relação com a finalidade de emissão. A apresentação do material filatélico pode realizar-se segundo uma ordem sistemática, temática por países ou por ordem cronológica. Ela deve ser precedida de um plano que apresente o material exposto, acompanhada de textos descritivos, de forma clara e concisa. O desenvolvimento de uma coleção por assunto exige profundas pesquisas filatélicas sobre o mesmo ou a finalidade de emissão. A montagem deve ser feita em folhas soltas quadriculadas ou brancas, e o texto que não deve ter mais de cinco linhas, poderá ser escrito a mão, com caneta, normógrafo ou à máquina.
  • Temática: esse tipo de coleção desenvolve um tema ou ilustra uma ideia segundo um plano lógico, servindo-se dos motivos oferecidos pelos selos ou por documentos filatélicos ou postais. Os selos e documentos devem manter estreita relação com o tema ou a idéea escolhida. A temática é um sistema relativamente novo de colecionar selos. Em cada selo aparece uma imagem gravada: um pássaro, uma flor, uma borboleta, um personagem de nossa história, enfim são vários os temas. Ao montar a coleção, as duas primeiras páginas devem ter um resumo do tema e de um plano estabelecido. Os selos que vão sendo colocados nas demais folhas, devem seguir o roteiro com os textos explicativos. O tema pode ser dividido em capítulos para facilitar a sua compreensão e desenvolvimento. A coleção, depois de montada, da primeira a última folha, descreve o tema como se fosse um livro, sendo que as ilustrações são os pequeninos selos e documentos filatélicos. A sua montagem pode ser em folhas brancas ou quadriculadas.

Minha Coleção
Embora eu não siga muito as regras da Filatelia, devido a falta de tempo e a dedicação a outras coleções, minha coleção é de selos usados e seguem temas: séries nacionais, países e selos históricos. Agora vou mostrar parte dessa magnífica coleção.

Selos Nacionais - Foto: Diego Kloss
Selos Nacionais e internacionais - Foto: Diego Kloss
Selos Nacionais e internacionais - Foto: Diego Kloss 
Selos nacionais de documentos antigos - Foto: Diego Kloss
Selos Nacionais e internacionais - Foto: Diego Kloss 
Selos Nacionais e internacionais - Foto: Diego Kloss 
Selos Nacionais e internacionais - Foto: Diego Kloss 
Selos Nacionais e internacionais - Foto: Diego Kloss 
Selos Internacionais Colecionáveis (Anos 70) - Foto: Diego Kloss 
Selos Nacionais e internacionais - Foto: Diego Kloss  

Detalhe de alguns selos
Internacionais
Tailândia - Foto: Diego Kloss 
Japão - Foto: Diego Kloss 
União Soviética - Foto: Diego Kloss 
União Soviética - Foto: Diego Kloss 
Argentina e Espanha - Foto: Diego Kloss 
Espanha - Foto: Diego Kloss 
Moçambique (Selo de Portugal) - Foto: Diego Kloss 
Portugal e Angola (Selo de Portugal) - Foto: Diego Kloss 
Portugal e Moçambique (Selo de Portugal) - Foto: Diego Kloss 
Portugal - Foto: Diego Kloss  
Suíça - Foto: Diego Kloss  
Áustria - Foto: Diego Kloss 
Alemanha - Foto: Diego Kloss 
Grécia - Foto: Diego Kloss 
República Tcheca - Foto: Diego Kloss 
São Tomé e Porto Príncipe e Mongólia - Foto: Diego Kloss 
Hungria - Foto: Diego Kloss 
Mongólia - Foto: Diego Kloss 
Egito - Foto: Diego Kloss  
Egito - Foto: Diego Kloss  
Egito - Foto: Diego Kloss  

Paraguay - Foto: Diego Kloss 
México - Foto: Diego Kloss 
Costa Rica - Foto: Diego Kloss 
Estados Unidos - Foto: Diego Kloss 

Nacionais



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