quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Mito do vinil 180g ou de alta fidelidade

Vou tratar hoje de um assunto que gera uma certa polêmica no mercado e mundo dos colecionadores de vinil. Estava lendo essa semana, um artigo que saiu no site da Polysom que derruba definitivamente o mito de que o vinil 180g possui melhor qualidade que os vinis de gramaturas inferiores, mas como sempre, não me convenci e não aceitei essa informação como verdade absoluta. Assim, resolvi pesquisar um pouco e irei compartilhar essas informações e também a minha opinião a respeito desse assunto.


Primeiramente vou discorrer sobre as prensagens brasileiras entre as décadas 1970 e 1980. Em seguida, irei comentar os prós e os contras em torno do mito do vinil 180g, dando ênfase ao artigo publicado pelo engenheiro de som da Polysom, Oswaldo Vidal. E por fim, farei uma conclusão, tentando por um ponto final sobre esse assunto. Lembro que minha opinião não é uma verdade absoluta, pois não sou audiófilo e nem físico, porém sou pesquisador e colecionador de vinis com mais de 7 anos de experiência.
Vinis coloridos de baixa qualidade.
Salvo a raras exceções, o Brasil nunca foi referência no ramo de fabricação de vinis e entre a as décadas de 1970 e 1980, os vinis eram produzidos com PVC reciclado das sobras das bordas após a prensagem, com péssimas masterizações.
Além disso, a matéria prima do vinil era  importada dos EUA, na base do dollar, com o preço muito elevado. Inclusive, durante a crise do petróleo, chegou-se a produzir vinis de 90g de péssima qualidade. Mas ainda sim, existiram algumas prensagens de 130 a 160g com vinil da melhor qualidade, com a fórmula correta do PVC. Um exemplo disso, são alguns vinis lançados pela Som Livre, EMI e RCA.

Box de 5 Lps  "50 anos de Boemia" de Nelson Gonçalves,
produzido pela RCA, em 1985. Foto: Diego Kloss
Outro fator agravante, era o nível de desinformação da população mediante as fábricas de aparelhos toca-discos e as próprias fábricas de vinil. A maioria dos fabricante de aparelhos não ensinava como regular o braço, prato e limpar a agulha, e também não informava o prazo de validade das agulhas, que fica em torno de 500 a 800 horas. Além disso, as gravadoras também não informavam qual o procedimento correto para a limpeza, manutenção e  manipulação dos vinis. A mídia por sua vez, não veiculava nenhum tipo informação a esse respeito, talvez por pedido das próprias gravadoras, quem sabe.
Assim essa desinformação da imensa massa consumidora, aliado à limitações econômicas e técnicas das próprias gravadoras da época, tornaram o Brasil um péssimo produtor de vinil, comparados logicamente, com os caríssimos vinis importados de 130g a 200 gramas, com excelentes processos de masterização e prensagem.
Vinil "Keeper of the Seven Keys" do Helloween, produzido pela Noise Records
em 1987 e prensado na Corea. Foto: Diego Kloss
Após entender os aspectos que esse histórico representa, fiquei intrigado e de certo modo, um pouco decepcionado com as afirmações do engenheiro de som da Polysom, Oswaldo Vidal, única fabricante de vinis do Brasil. Segue o artigo "Peso vs. Som":

Uma análise definitiva sobre a relação entre gramatura e qualidade do som.
Em determinado momento, alguém espalhou a informação de que um LP de 180 gramas tem melhor qualidade do que discos de gramatura menor. Como se pode ver no texto abaixo, escrito pelo engenheiro Oswaldo Vidal, que esteve à frente das fábricas de vinil das antigas Polygram e CBS, tal afirmação chega a ser um atentado à própria Física. Os sulcos são todos da mesma largura e profundidade (variando de acordo com o som que se “corta”). O som é o mesmo em um disco de 140 gr ou de 180 gramas. A única coisa que muda é a experiência tátil do ouvinte que vai colocar o disco na pick up. Observe que DJs, os caras que entendem de som, preferem discos de gramatura menor, porque os mais pesados só aumentam o peso de suas mochilas. Há fábricas magníficas no exterior que só produzem discos de 130gr ou 140gr. Uma delas chegou a usar a seguinte frase bem humorada em seu site: “We don't care what American Scientists say! 140 grams of vinyl offer perfect balance between pressing, sound and weight. Everything beyond that is a waste of material. Ask your dad!”. A brincadeira de se perguntar ao pai é porque, antigamente, não havia essa bobagem de se fazer discos mais pesados, a maioria pesava abaixo de 130 gramas. Quando houve a crise do petróleo, então, chegou-se a fabricar vinis até com 100 gramas. 

Vamos à explicação técnica.
Fotos microscópicas do sulco do vinil. Foto: Chris Supranowitz
“O sulco tem cerca de 80 microns de largura na superfície do disco e é um triângulo isósceles com o vértice no fundo, com os lados iguais fazendo um ângulo de (quase) 90º. Ela varia pouquíssimo em função da quantidade de informação vertical (stereo, canais R ou L. A variação é micrométrica - não chega a 5 microns e só pode ser vista em microscopio. No ponto de contato da agulha com o sulco, em razão do diâmetro da ponta da agulha, o sulco tem de 25 a 30 microns de largura (depende da agulha). Assim, é correto afirmar que o peso do disco não tem qualquer relação com o áudio do LP. Qualquer que seja o peso do disco, o sulco terá suas dimensões padrão. O que pode, e de fato varia, é a amplitude lateral da senóide do sulco, na informação mono (canal do centro), e a variação de profundidade pela informação estereofônica (vertical a 45º com a superfície do disco). Para ilustrar esta afirmativa, se o sulco tem uma profundidade de cerca de 75 milésimos de milímetro (0,075 mm), a espessura (ou peso, se quiserem) em nada influi no sulco, pois um LP 150g tem cerca de 1,5 mm de espessura, sendo, portanto, a profundidade do sulco, menos de 5% da espessura total do disco, o que vale dizer que peso nada tem a haver com o sulco. O que muda o som, ou o nível (volume) de gravação, é o maior afastamento entre os sulcos para permitir modulações maiores, o que nada tem a ver com a profundidade do sulco e, consequentemente, nada a ver com o peso do LP.” 


Vinil 180g "Los Hermanos", produzido pela Polysom, em 2009.
Foto: Diego Kloss
Analisando o artigo, podemos concluir que fisicamente o som é o mesmo em um disco de 90g, 120g ou 180 g e realmente, é correto afirmar que qualquer que seja o peso do disco, o sulco terá suas dimensões padrão. Porém isso é apenas física estática, o artigo não leva em consideração um fator muito importante: a física mecânica, que abrange a vibração do próprio som e também de fatores externos que interferem e muito na qualidade da audição do vinil.
Dessa forma, a alta gramatura torna o vinil imune a  “ressonância de cancelamento", ou seja, o vinil mais pesado possui logicamente mais massa, e ela tem efeitos determinantes na inércia molecular. Assim, não podemos levar em conta somente o tamanho e profundidade de sulco, como afirma Oswaldo Vidal.

Vinil 180g "Privateering" de Mark Knofler, produzido pela Mercury, em 2012.
Foto: Diego Kloss
Para entendermos melhor, o cantilever é a peça onde se acopla a agulha. O conjunto agulha + cantilever forma um dispositivo capaz de captar as mais leves variações de onda sonoras, tanto do ar quanto do solo. Nesse caso, qualquer vibração vinda fora do aparelho toca-discos, ventilação,  outros aparelhos próximos, vibração do som das caixas,  pequenos tremores, sons externos, ondas sonoras, quase tudo,  pode ocasionar a anulação e/ou distorção dos sinais de frequência nos graves e médios, também conhecida como “ressonância de cancelamento".
Por conta disso, o som do vinil é o resultado da interação do ambiente em que é tocado e para minimizar ao máximo a interferência sonora, alguns audiófilos colocam o toca-discos e as caixas de som em ambientes separados. Alguns chegam ao extremo de instalar o toca-discos em estruturas de aço com tecnologias de suspensão a vácuo, em um ambiente absolutamente imune de vibrações e irradiação. Mas creio que nós, colecionadores e amantes do vinil, não precisemos chegar a esse extremo para ouvir um bom som. É necessário colocar o toca-discos de boa qualidade e um rack maciço e pesado, mantendo as caixas ligeiramente afastadas do aparelho, bem como usar agulhas, cápsulas, amplificador e um sistemas de som com boa qualidade, além é claro de manter o vinil sempre limpo.

Toca-discos do sebo acervo Almon. Foto: Diego Kloss
Agora voltando a gramatura, um vinil com baixa gramatura – abaixo de 140 gramas – abre mais espaço para a geração desse fenômeno e nessa relação ambiente e cantilever, é como se o vinil de 180 g fosse uma grande parede de concreto que impede a interferência de vibrações externas.
Nesse caso, os discos pesados levam vantagem, pois a massa influencia tremendamente na inércia dos movimentos moleculares e a vibração é quase anulada quando se depara com um vinil pesado. É válido ressaltar porém, que um disco de vinil de baixa gramatura, tocado, nas condições citadas anteriormente, também possuirá uma boa qualidade sonora.

Vinil 120g importado do "Black Alum" do Metallica produzido pela
Elektra Records em 1991 e relançado em 2010. Foto: Diego Kloss
Enfim, as novas prensagens em alta fidelidade são menos arriscadas, mas ainda existem desafios. A qualidade é afetada também pela fonte de gravação em série, a qualidade do composto de vinil utilizado e pela qualidade da prensagem, entre outros fatores. As primeiras prensagens, que chegam o mais perto possível da masterização original, são caras extremamente caras e é obvio que a qualidade tende a cair nas reprensagens posteriores. Mas há alguns sinais que ajudam a reconhecer gravações melhores.

Vinil 180g "Random Memories" do Daft Punk, produzido pela
Columbia Records e Sony Music, em 2013.
Foto: Diego Kloss
Comprar vinis hoje é diferente de outras épocas, quando as lojas de discos eram onipresentes e o nível de informação era bem inferior. Existem lojas de discos que  já dão algumas informações a respeito dos cuidados com o vinil. Antigamente as pessoas compravam os vinis apenas para ouvir e não para apreciar as músicas.
Sebo Hi-Fi - Curitiba. Foto: Diego Kloss
Sebo Baratos da Ribeiro - RJ. Foto: Diego Kloss
Além disso, hoje temos a possibilidade de comprar pela internet que nos oferece um acervo imenso de vinis 180 gramas. É fácil encontrar também "picture discs", vinis que têm imagens impressas no próprio disco e pesam 200g. Mas não se enganem, pois por mais que seja possível reproduzir os "picture discs", não dá para esperar alta fidelidade desse tipo de vinil. Segundo Michael Fremer, crítico de áudio e colecionador de discos, o som deles é horrível. É possível que os vinis coloridos sejam uma exceção.

Série de Picture Discs do Iron Maiden, produzido pela
EMI, em 2012. 
Vinil 180g Colorido "Stay Hungry" do Twisted Sisterr, produzido pela ST2 em 1984
e relançado em 2010. Foto: Diego Kloss
Tudo depende da masterização e da processo de prensagem do vinil. Segundo Chad Kassem, proprietário do Acoustic Sounds, se alguém fizer uma boa masterização de um disco e colocá-lo em uma gramatura de 120, ele vai ficar melhor do que uma masterização ruim em uma gramatura de 200. Nesse caso, não leva-se em conta os fatores externos anteriormente descritos.
Dessa forma, a melhor maneira de conseguir uma gravação de qualidade é fazer uma pesquisa de qualidade, disse Craig Kallman, presidente e executivo-chefe da gravadora Atlantic, que possui uma das maiores coleções de vinil do mundo. Para ficar realmente seguro, entre na Internet e leia os blogs — disse ele.  Existem tantas variáveis que realmente não dá para simplesmente confiar apenas na etiqueta que diz "vinil lacrado de alta fidelidade ou 180 gram".

Vinil 180g "13" do Black Sabbath, produzido pela
Vertigo Records e Universal Music em 2013.
Foto: Diego Kloss
Nesse caso, pode confiar no selo. Foto: Diego Kloss
Além Disso, não podemos esquecer que os vinis e os toca-discos precisam de cuidados regulares. Se você estiver comprando discos usados, vai precisar limpá-los e higienizá-los com frequencia, o mesmo serve para o toca-discos e seus componentes. Veja as dicas em Limpeza de Vinis.

Vinil 100g "Tokyo Tapes" do Scorpions, produzido pela
RCA em 1979, com prensagem nacional.
Foto: Diego Kloss
Vinis secando. Foto: Diego Kloss
Para finalizar, espero ter esclarecido essa questão aos leitores e qualquer dúvida ou consideração relevante, lembro que esse post está aberto a alterações.

Referências
Polypedia - Peso vs. Som
http://polysom.com.br/polypedia/index.php?title=Peso_vs._Som&action=edit
Os segredos de um vinil de alta qualidade - Roy Furchgott
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2012/06/os-segredos-de-um-vinil-de-alta-qualidade-3790094.html
O que muda com a gramatura do vinil? - Michell Niero
http://midiatorium.pensomidia.com.br/o-que-muda-com-a-gramatura-do-vinil/
Os Vinis Brasileiros das décadas de 70 e 80: O Problema da Gramatura do disco de vinil - Joaquim Martins Cutrim
http://vinilnaveia.blogspot.com.br/

27 comentários:

  1. Ótima matéria. Bem elucidativa.

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    1. Obrigado por ler.
      Pesquisei bastante para fazer a matéria.

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  2. Grato pelas informações, ajudou a entender melhor a reprodução sonora a partir do vinil !

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    1. Obrigado Cyberogan...
      Qualquer dúvida estou à disposição.

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  3. ruim. para artigo técnico - plural de micron = micra! estão desviando do assunto para falar bobagem- djs preferem vinis 45 rpm, acoima de 130g, para que não deslizem no split. "inércia" meu caro! o princípio que mantém o mundo a se mover. em todo o sempre um vinil mais encorpado será melhor...retifique! querendo precificar bofeira?

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    1. Olá Amigo...
      Realmente o texto da polysom é muito ruim para um artigo técnico.
      Só não ficou claro se suas colocações finais se referem ao artigo da polysom ou ao texto que elaborei.
      Esclareça melhor sua colocação para que possamos debater o assunto.
      De qualquer obrigado por ler o blog...

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  4. outra. como o sulco pode ser um triângulo isósceles com ângulo de 90º ?

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    1. O que o Oswaldo quis dizer talvez é que a agulha possui o formato de um triângulo isósceles e faz um ângulo de 90º com o vinil.

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  5. Gostei do texto, Diego. Minha opinião é também, que muitos fatores influenciam a qualidade sonora. Começando pelo próprio toca discos. Já li matérias em que é citado, que o braço do toca discos NUNCA pode ser desmontado para reforma, pois perde a regulagem de fábrica e fatores como a tangência, não é mais recuperada. Apesar de esse não ser o assunto em questão (toca discos), acho que qualidade já parte daí. Em relação aos 180g, minha opinião e que entre os 130, 160 e 180, claro que se comparar com a mesma masterização, como você citou, ainda acho que o 180 tem uma qualidade melhor. Eu, particularmente, sempre opto pelos 180g quando possível. Ao meu ver, a qualidade é superior em tudo, desde capa e vinil mais encorpados, etc. Gosto de apreciar a obra toda, o conjunto... e as edições de hoje em 180g são maravilhosas. Enfim... ótimo texto. Parabéns pela pesquisa e por estar colaborando com informações, que pra nós, que apreciamos o vinil, é sempre bem vinda e importante. Grande abraço!

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  6. Olá Anderson...
    Obrigado por ler o blog. Sempre busco trazer boas informações para meus leitores. Quanto a qualidade de som você tem toda razão, todos os fatores influenciam, desde caixas, pré-amplificador, agulha, toca-discos, ambiente, até as coisas mais simples, como cabos, conectores, superfície, etc. Ainda pretendo fazer uma matéria completa a respeito dos fatores que influenciam a audição analógica.
    Abraço

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  7. Parabéns e obrigado, Diego Kloss, muito bem feito o texto, alguns pontos que nunca havia lido com a forma que vc abordou... e só o fato de trazer esses pontos ao público em geral, já valeu!

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  8. Muito explicativo, porém pouco elucidativo... para quem entra aqui via busca do google com uma pergunta em mente "mas, afinal, faz diferença a gramatura do vinil?", a resposta foi um sonoro "talvez sim, talvez não". Ora, a não ser que eu tenha 3 ou 4 cópias diferentes do mesmo disco, fabricados em gramaturas variadas, feitos em países diversos e em épocas distintas, não há como saber se aquele disco que eu tenho em mãos é do bom ou do ruim. E mesmo assim, preciso compará-las em um baita aparelho, com uma agulha foda e num ambiente bem planejado.

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    1. Infelizmente é uma questão bem complicada de se responder porque depende de muitos fatores, mas os principais estão citados no post: o processo de masterização e o conjunto ambiente e sistema de áudio analógico.

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  9. Para se divertir ouvindo rock n' roll e metal em vinil não precisa de tanta frescura. Mas concordo que um bom equipamento produz um som com mais qualidade.
    Mas acho perda de tempo ficar se preocupando com isso.
    Pegue qualquer vitrolinha e divirta-se.

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  10. claudio pacheco da luz13 de abril de 2016 12:29

    Olá amigo do blog e demais leitores, gosto muito de Iron e os Disco prensagem atual (estou por comprar alguns para agregar aos meus ja batidos de época) estão vindo em picture, alaguem saberia me informar especificamente aos do Iron se estes pictures são de baixa qualidade?

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    1. Olá Claudio. Primeiro conselho, não venda os teus vinis de época.
      Os pictures discos são realmente bonitos, tenho vários do Iron Maiden, mas a qualidade do som não é realmente muito boa. Quando você coloca para ouvir, antes da música começar vc percebe um chiado contínuo bem sutil que fica o disco todo, as vezes imperceptível. Na real não atrapalha em nada a audição, mas o som fica mais choco se é que você me entende. Não se é por causa do processo de gravação ou prensagem, mas eu prefiro o bom e velho vinil preto.
      Espero ter ajudado

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  11. Boa noite,muito bom o post!!!Sou Dj e voltei a comprar vinil exatamente por causa desse booom...Meu forte final dos anos 90,90 e 2000.E a lacuna que voltei a comprar!Entao compro a grande maioria importado (aqui no Brasil quando acho ou pelo Discogs).Tenho varios "piratas" que estou trocando pelos importados,mais te falar tenho uns que nao troco/vendo por nada...Qualidade nota 10!Mais uma vez post excelente!!!Forte abraco.

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    1. Obrigado por ler o blog.
      Bom você ter voltado a comprar discos, possuem uma qualidade muito superior.
      Abraço

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  12. Vamos por partes:

    1º - A esmagadora maioria dos discos prensados atualmente tem como fonte uma gravação DIGITAL. Assim, comprar discos de vinil novos e achar que se está ouvindo som analógico é um grande engano. Para ouvir vinis com gravação, mixagem, masterização e prensagem legitimamente analógicas, prefira as prensagens anteriores a 1986.

    2º - As frequências de cancelamento só existirão, na prática, em níveis (volumes) muito altos, em ambientes despreparados acusticamente e com vinis muito leves (gramatura baixíssima, abaixo de 100). Fora essas questões, o fato do peso (gramatura) ou espessura do vinil (como preferir) influenciará muito pouco no resultado auditivo. As questões mais importantes são (e sempre serão) AS ORIGENS das master: gravação, mixagem, masterização e prensagem.

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  13. Secar o Vinil com secador no modo frio para tirar o resto de agua não pode ? Porque ?

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    1. Olá Wladimir
      Secador em modo quente pode empenar o vinil.
      Secador em modo frio joga poeira num vinil que você acabou de lavar.
      Recomendo deixar secar naturalmente e antes de ouvir usar sempre um pano aveludado e preferencialmente uma escova anti-estática.

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  14. Pra saber se o vinil tem qualidade no áudio temos que observar wuem gravou? (A gravadora) me indique uma boa

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  15. Respostas
    1. Obrigado Carlos
      Qualquer dúvida estamos à disposição.

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  16. O vinil tem todo um ritual mágico.
    A começar pelo tamanho, que fornece uma visualização perfeita das capas, que são verdadeiras obras de arte, geralmente transmitindo imagens atreladas ao som, além das descritivas dos estúdios, detalhes técnicos da gravação, instrumentos e dos músicos.
    O manuseio com cuidado cria o clima de expectativa da audição.
    O colocar da agulha no vinil respeitando o cuidado requerido.
    ATÉ O PERFUME EXALADO PELO BOLACHÃO, É ALGO QUE OUTRAS MÍDIAS NÃO TRANSMITEM.
    SÓ MESMO QUEM VIVEU ESSE PERÍODO, SABE VALORIZAR A TRIP.

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