quinta-feira, 16 de março de 2017

21ª Feira do Vinil no Canal da Música

No dia 11 de março aconteceu a 21ª Feira do Vinil no Canal da Música.
Nessa edição, além da feira do vinil, aconteceram a feira gastronômica, exposição de carrinhos de Street Sled, Planetário, além de vários shows de bandas da capital.
Foram 54 expositores do Paraná, Santa Catarina e São Paulo que comercializam cerca de 35 mil títulos. Alguns velhos conhecidos e outros vendedores novos, ambos trouxeram um material bem diversificado para feira.

Fotos: Diego Kloss
Novamente fui somente no período da tarde e não consegui visitar a grande maioria dos expositores.
Dessa vez, fiquei bem assustado com os preços praticados por alguns vendedores, mas isso com certeza já refletiu nas vendas, afinal a feira estava bem tranquila e pouco movimentada.
Na verdade, o pessoal reclamou bastante dos preços e dessa vez eu não consegui comprar muita coisa. O boom do vinil fez com que alguns vendedores perdessem a noção e super valorizassem alguns álbuns.
O ponto alto, além da participação do Kid Vinil, foi a presença do seu Didi, o pipoqueiro do Cefet ou UTFPR. Na época que estudei lá, entre 2006 e 2010, eu ia lá quase todo intervalo comprar uma pipoca e conversar com seu Didi. Uma vez ele fez uma exposição dos discos da colação no pátio do Cefet e descobri que ele tem uma acervo de mais de 12 mil LPs.

Foto: Fábio - Magic Bus
Na feira conversei um pouco com ele:
Didi: - Oi seu menino.
Eu: - Oi seu Didi quanto tempo...
Didi: Pois é... Você estudou no Cefet né. Tou meio afastado para cuidar da saúde.
Eu: Isso mesmo seu Didi tem que cuidar mesmo. E a coleção seu Didi.
Didi: Menino, tenho 12 mil discos e não escuto nenhum.
Eu: Porquê seu Didi?
Didi: Tenho pena de gastá-los (risos).
Eu: Que bom que o senhor tá na feira.
Didi: Vim olhar o preço dos discos, ver como está. Numa dessas eu preciso vender os meus, preciso saber os preços.
[...]
Voltando a falar da feira, muitos frequentadores e vendedores também reclamaram bastante da sonorização. O ambiente é amplo e possui muita reverberação e o som se espalha com facilidade, por isso não há necessidade de manter o volume alto. Além disso, apesar de gosto musical ser algo extremamente pessoal, os DJs deveriam diversificar os gêneros, tocando músicas melhores e mais conhecidas do grande público. Em alguns momentos, algumas músicas cansam os ouvidos e aliados ao volume estridente, prejudicam a audição das conversas e negociações.
Acredito que o som deva ficar na parte externa, no estacionamento e os DJ´s devam tocar nos intervalos das bandas. Assim, para quem quer apenas garimpar, negociar e comprar discos fica na parte interna sem nenhum barulho estridente. A sonorização sempre fez parte da feira e tem o intuito de divulgar o trabalho dos DJs e dar um clima ao ambiente, mas no volume, equalização e ambiente certos.


Nessa feira consolidei uma boa parceria: o Rômulo da Luvnyl, tivemos uma boa conversa e em breve teremos novidades. Também recebi um presnete no nosso antigo parceiro Neigmar da LadoA Discos: um livro das entrevistas publicadas aqui no blog na seção Conexões.


Enfim, como eu sempre digo, a Feira do Vinil já não é somente um espaço para fazer negócios, mas sim para encontrar os amigos, ter boas conversas sobre música e o mundo do vinil, além de possibilitar o contato com uma variedade de gêneros musicais e estilos. Não se trata mais de uma feira só de vinil, mais de um grande encontro cultural




Aproveito também para parabenizar a equipe pela organização e empenho para a realização da Feira no Canal da Música.

Vamos as aquisições, comparado a outras feiras foi bem moderada.


  • Back to Black - Amy Winehouse
  • Greatest Hits - Al Green
  • Vol II - Led Zeppelin
  • Cocoon - Trilha Sonora 
  • Paris, Texas - Trilha Sonora
  • Cocktail - Trilha Sonora

5 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigado Paulo.
      Sempre tentamos levar boa informação para nossos leitores.
      Continue nos acompanhando.

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  2. Preços justos atraem muito mais compradores!!!Alguns expositores reclamam que muitas atividades dentro da feira desvirtuam as pessoas comprarem discos...Eu nao acho! Parabens guri te acompanho faz um bom tempo ja! Abraço!

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    1. Obrigado Marcello As atividades paralelas também não me incomodam, gosto das bandas e dos foodtrucks. Só que os preços realmente estão beirando o absurdo. A feira é muito boa, tem alguns vendedores que ainda mantem um preço justo. Eu fui desde a primeira, quando tinha apenas 10 vendedores e gosto de ver o quanto esse evento cresceu. Continue nos acompanhando.

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  3. Opa guri blz? O que vc falou é verdade tinha preços bem justos mesmos e outros mercenarios kkk esta foi 5 vez que eu fui
    Ja peguei muita coisa boa nesta feira! O que vc falou sobre os djs é valido e a musica muito alta também...parabéns guri! Ótimo teu site!

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