sábado, 1 de setembro de 2018

Alejandra Fierro Eleta: a mulher dona uma das maiores coleções de música latina do mundo

Alejandra Fierro Eleta, de 54 anos, possui uma das maiores coleções de música latino-americana e caribenha do mundo, contanto com um acervo de 50 mil itens desde álbuns, compactos de 7 polegadas e acetatos de 78 rotações, a CDs e DVDs.
Esse imenso acervo é transmitido desde 1999 pela rádio Gladys Palmera e desde 2010 transmitido também pela web, tento 16 programas fixos, com músicas que vão desde jazz latino moderno a uma rumba dos anos de 1940.

Fotos: reprodução
Sua residência é um "museu aberto da essência da América Latina", reunindo discos de todas as eras, estilos e praticamente de todos os países do continente.
O “museu” fica na cidade de San Lorenzo de El Escorial, na Espanha.
Mais a coleção de Eleta começou a ser formada quando tinha 18 anos, quando ela foi passar um ano no Panamá, terra natal de sua mãe. Lá ela comprou os primeiros discos de música latina e desde então nunca mais parou: cha-cha-cha, mambo, rumba, mambo, salsa, chegando ao pop e ao rock.
A coleção foi formada também por garimpagens em locais improváveis. Eleta contou que, certa vez, passou alguns dias em um depósito em Porto Rico com um estoque de 300 mil discos, “com máscara e lanterna fixada na cabeça” ficou garimpando algumas raridades para seu acervo. 
Além disso, uma rede de fornecedores em países diversos também ajudou. Do México, por exemplo, um colaborador lhe envia vinis raros de música cubana das décadas de 1940 e 1950.
Entre as raridades do acervo estão um disco que traz o ator James Dean tocando percussão, uma série gravada pelo trompetista americano Dizzy Gillespie com o jazzista cubano Chano Pozo e discos promocionais da companhia aérea Cubana de Aviación, de antes da revolução socialista.
Em paralelo à coleção e à rádio, Eleta mantém um projeto de educação musical em uma pequena comunidade do Panamá para 125 crianças e já acertou a doação de sua coleção para a Berklee College of Music, prestigiosa instituição americana, quando morrer.


Eleta deseja que, no futuro, seus amigos e familiares possam desfrutar dessa imensidão de musicalidade latina, mas que venham a dividi-la com todos. É por isso que seu plano é um dia doar sua coleção para a instituição americana a fim de que todo mundo possa compreender a dimensão da música da América Latina, mergulhando nas raízes e na história de tais ritmos e estilos.

Ficou curioso? Acesse a rádio Gladys Palmera e ouça um pouquinho desse imenso acervo.

Fonte: www.hypeness.com.br / www.nexojornal.com.br

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