quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Selecionados 01 | Drama y Luz (2011) - Maná

Ano: 2011
Gravadora: Warner Music Mexico
Gênero: Rock Latino

O Maná é uma banda de rock-latino mexicana fundada no ano de 1980, em  Guadalajara, inicialmente com o nome de "Green Hat". Alguns anos depois mudou para "Sombrero Verde" e posteriormente para "Maná". O som do grupo é descrito como uma mistura de pop rock, rock latino, calypso (não confundam com a banda), reggae e ska.
Atualmente é uma das bandas de rock latino de maior sucesso, vendendo cerca de 25 milhões de cópias pelo mundo, e ganhando 3 Grammy Awards, cinco Grammy Latinos, cinco MTV Video Music Awards Latin America, quatro Premios Juventud, e nove Billboard Latin Music Awards. Após sucesso inicial na América Latina, o grupo começou a ter exposição na Austrália e Espanha, e em seguida garantiu popularidade nos Estados Unidos, Europa Ocidental, Ásia, e o Oriente Médio.
Neste post, falarei especificamente do álbum, lançado em 2011, "Drama Y Luz", que possui três versões: CD, CD e DVD com clipes e making of e o vinil.
O Maná foi criado em 1978, o cantor Fernando "Fher" Olvera e o guitarrista Gustavo Orozco junto com os irmãos Calleros (o baixista Juan Diego, o guitarrista Ulises e o baterista Abraham) fundaram um grupo de covers, inicialmente chamado Green Hat Spies, depois Green Hat, para enfim, focando nas raízes latinas e o repertório em espanhol, para Sombrero Verde.
No principio dos anos 80, a banda lança dois álbuns, Sombrero Verde e A Tiempo de Rock. Estes discos tiveram pouco sucesso e em 1984, Orozco e o Abraham Calleros, saíram da banda. Através de um anúncio de classificados, Alex González se tornou o novo baterista, e logo depois a banda mudou o nome para Maná, evocando a palavra polinésia "mana", que é energia positiva. O recém-rebatizado grupo assinou com a Polygram e gravou um disco com o nome Maná (1987) e fez seu primeiro videoclipe, da música "Robot". Depois, insatisfeitos com a gravadora, foram para a Warner Music e lançaram Falta Amor (1990), disco que os trouxe reconhecimento na América Latina, com o primeiro grande sucesso "Rayando El Sol", e outros sucessos como "Buscándola" e "Perdido En Un Barco".
Em 1992, Ulises Calleros decide deixar a guitarra e virar empresário do Maná, e ao mesmo tempo entraram no grupo o guitarrista César "Vampiro" López e o tecladista Ivan Gonzáles, que gravaram "Donde Jugaran Los Niños". O disco recebeu premios de vendas em quase todo o continente americano, e tem sucessos como "Oye mi amor", "Como te deseo", "Te Lloré Un Río" e "Vivir Sin Aire".


Dois anos depois, em 1994, López e Gonzáles abandonam o grupo por diferenças artísticas. Fher Olvera, Alex González, e Juan Calleros tocam por um tempo como um trio, e lançam o álbum Maná En Vivo, um registro de show com a ajuda de Gustavo Orozco na guitarra, Sheila Ríos nos vocais e Juan Carlos Toribio nos teclados.
Em 1995, com o novo guitarrista Sergio Vallín, lançam Cuando Los Ángeles Lloran (em homenagem ao brasileiro Chico Mendes), com os sucessos "Como un perro enloquecido", "Ana", "Hundido En Un Rincón", "Déjame Entrar" (música que abriu maior parte ou todos os shows da turnê Amar Es Combatir) e "No ha parado de llover". Também criam a Fundação Selva Negra, que se encarrega de proteger a ecologia das Américas.
Em 1997 é lançado Sueños Liquidos, lançado em 36 países. "En el muelle de San Blas", "Hechicera" e "Clavado en un bar" foram sucessos nas rádios. Em pouco tempo Maná ganha certificados de vendas em todos os países em que foi lançado, incluindo Espanha e Estados Unidos, onde o Maná tinha vendido até o momento 500 mil cópias.


Em 1999 gravam um Acústico MTV e em 2000 colaboram com Carlos Santana na canção "Corazón Espinado", do seu álbum Supernatural. Essa músuica é umas das minhas favoritas.


Depois de três anos Maná lança ao mercado Revolución de Amor. Este álbum teve como sucessos: "Angel de Amor", "Eres mi Religión" e "Mariposa Tracionera". O disco teve a colaboração de Carlos Santana e sua guitarra em "Justicia, Tierra y Libertad" e também com Ruben Blades em "Sabanas Frías". Por último, o destaque para Sergio Vallin Loera, que estreou como vocalista cantando "Por que te vas?". No cd, Alex "El Animal" González é o vocalista das músicas "Sin Tu Cariño", "Fe" e "Nada Que Perder".
No final de 2003 lançam 3 compilações: Sol, Luna e Eclipse, que incluem os temas de maior sucesso e outras colaborações da banda, com a música inédita "Té llevaré al cielo". Em 2004 saiu a venda o DVD chamado Acceso Total, que inclui uma mistura de imagens de vários shows e bastidores.
Em 2006 lançaram mundialmente Amar es Combatir, com "Labios Compartidos" como primeiro single - tendo sucesso imediato nas rádios mexicanas, atingindo o primeiro lugar após quatro dias do lançamento. Nos EUA a canção atingiu o primeiro lugar nas rádios pop latinas em pouco mais de uma semana do lançamento e está subindo rapidamente na lista das mais tocadas das rádios latinas, ficando três semanas em primeiro lugar da Billboard Hot Latin Songs. O segundo Single "Bendita Tu Luz" assim como o primeiro single do último álbum da banda obteve grande exito nas rádios latinas dos EUA alcançando primeiro lugar da parada Hot Latin Songs da revista Billboard.


Em 2008, Maná lançou o álbum ao vivo Arde El Cielo, em um pacote com CD ou um DVD incluso com um show na Colômbia.
Em 2011, quebrando um jejum de 5 anos depois do último trabalho de estúdio, foi lançado Drama y Luz em três versões, CD, CD e DVD com clipes e making of, e LP.
Drama y Luz é  um marco na carreira de Mana. Segundo a banda, o álbum foi cuidadosamente produzido, num período de mais ou menos 1.000 dias.
O projeto começou a tomar forma em junho de 2008 e terminou no início de abril de 2011. Durante esses 34 meses foram compostas, arranjadas e gravadas mais de 40 músicas de demonstração. Apenas uma seleção rigorosa de 13 foi lançado.
Dramático e brilhante, as canções de Drama y Luz expressam ao mesmo tempo a dor da perda e esperança da união; amor e dor; derrota e vingança; medo e esperança; sentimentos antagônicos.
Fiel a seu costume, os membros do Maná oferecem ao seu público uma produção bem elaborada com os mais altos padrões de qualidade musical. Drama y Luz tem na capa um caleidoscópio de sons e passagens além do seu conceito, oferecendo um som renovado, mas evocativo. A banda coloca coração, alma, dedicação, amor e paixão em cada uma de suas canções.
O processo de produção e gravação permitiu uma incrível combinação de talentos em circunstâncias afortunadas. Drama y Luz foi gravado sem pressa em estúdios de prestígio como a  Energy, Ocean Studios, Conway Studios, Ocean Way, Jim Henson Studios em Los Angeles e The Hit Factory em Miami, sendo produzido pela primeira simultaneamente por Benny Facconne e Thom Russo, dois engenheiros de som de renome, determinantes em toda a discografia de Maná.
Além da banda,  Drama e Luz conta com a participação de uma orquestra de cordas e metais de 32 membros, sob a direção e arranjos por Suzie Katayama, professora de violoncelo e acordeom, que colaborou com artistas como Joe Cocker, Madonna, Bon Jovi, Motley Crue, Limp Bizkit ou Portished, entre outros.
Os convidados especiais incluem percussionistas como Luis Conte, Poncho Sanchez, Natalie Cole, Julian Lennon, Sergio Mendes e Roger Waters e também Tommy Morgan, um virtuoso da harmônica real, que colaborou com artistas como Elvis Presley, The Beach Boys, Roy Orbison e os Carpenters.
O primeiro single do Drama e da Luz é "Lluvia al corazón", um tema que traz uma mensagem de esperança e de um futuro incerto. A esperança é nosso direito e às vezes o nosso último recurso.
Em “Drama y Luz” não há canções com apelo comercial tão evidente quanto “Labios Compartidos” do disco anterior. A faixa que abre o novo disco, “Lluvia al Corazón”, tem algumas batidas eletrônicas e guitarra bem sutil nos seus primeiros momentos, mas logo entra nas características do Maná. A segunda música “Amor Clandestino” possui uma melodia extremamente pegajosa nos vocais e também na gaita.




O pop rock fica caracterizado com os ritmo contagiante de "Mi Reina del Dolor".
A qualidade que evidencia uma evolução musical do Maná, “El Espejo”, produzida com esmero, é a música mais trabalhada do disco. A banda insere inéditos elementos de música clássica, como violinos e oboé, com riffs com timbres bem altos, em contraponto a dedilhados. Enfim, muitas variações nessa composição.


Capricharam também em “Sor Maria”, que surpreende por seus sutis coros masculinos que remetem a cantos gregorianos, evocando o sacro, em perfeito alinhamento com o tema das letras, que conta o drama da Irmã Maria, a freira que pecou por se apaixonar e que foi por isso morta de mãos dadas ao seu amado.
Outra demonstração de inovação e qualidade está na introdução de “No Te Rindas”, construída com trabalho de vozes que lembram a clássica banda de rock progressivo Yes. Essa composição tem duas versões, uma balada com muito vocal e outra mais típica mexicana, com percussão, maracás, sanfona e ritmo latino, eu gosto mais da segunda, pois sou percussionista e gosto de acompanhar no cajón.
A identidade latina está efervescente em “Latinoamérica”, típica canção com um pé no punk rock do tipo que o baterista Alex "El Animal" Gonzalez costuma compor e cantar. É um forte hino nacionalista para o povo que vive literal e politicamente abaixo dos EUA e que brada: “hay que luchar”!
A imagem da pomba na capa do disco está justificada pela balada “Vuela Libre Paloma”, também muito bem produzida, recheada de teclados que facilitam ao ouvinte imaginar cenas românticas de amores fugidos. Aliás, a voz levemente rouca e chorosa de Fher Olvera se encaixa bem nas baladas, como também acontece em “El Verdadero Amor Perdona”.


No portfólio, há também o rock básico, direto e festivo: “Mi Reina Del Dolor”, como os primeiros trabalhos da banda nos anos 80.
O único ponto baixo do álbum é “El Dragon”, que apesar de ter harmonias de guitarra bem interessantes e arranjos inteligentes de teclados, possui um refrão repetitivo e lento.
Há somente uma faixa que poderia estar no último trabalho, que é “Envenenáme”, mas que ainda assim se distinguiria por seus arranjos inovadores de teclado. “Drama y Luz” é um trabalho de qualidade que merece reconhecimento por não repetir simplesmente os ingredientes do sucesso anterior.

As fotos, capas, álbuns, vídeos e músicas são todos de direitos reservados ao Maná, as gravadoras e aos fotógrafos que as produziram. O De Volta Para o Vinil utiliza dessas, apenas para divulgação do álbum ou do artista abordado na resenha.

Integrantes
Fher Olvera: voz, guitarra e armónica.
Juan Calleros: baixo.
Alex "el Animal" González: Batería, percussão e voz.
Sergio Vallín: guitarra e voz.

Músicos convidados
Gustavo Orozco: guitarra (em Maná en vivo)
Juan Carlos Toribio: teclados (desde 1994)
Sheila Ríos, coros (nos concertos ao vivo de 89 a 94, Maná En Vivo e em MTV Unplugged)
Luis Conte: percurssão (MTV Unplugged 1999, Tour Santana Maná).
Fernando Vallín: guitarra e voz (desde 2002)
Héctor Quintana: voz e percussão (de 2007 até hoje)

Ex-integrantes
Ulises Calleros: guitarra (1987-1991)
Iván González: teclados (1990-1994)
César "El Vampiro" López: guitarra (1992-1994)

Músicas
Lado A

"Lluvia al corazón"
"Amor Clandestino"
"Mi Reina del Dolor"
"El Espejo"
"Sor María"
"Vuela Libre Paloma"

Lado B
"No Te Rindas"
"Latinoamérica"
"El Dragón"
"El verdadero amor perdona"
"Envenéname"
"No te rindas" (version alternativa)

Fotos do vinil
drama y luz mana 2011 resenha vinil
Capa (frente) - Foto: Diego Kloss
Capa (verso) - Foto: Diego Kloss
drama y luz mana 2011 resenha vinil
Capa (frente), vinil 180gram (Lado A) e encarte - Foto: Diego Kloss
Capa (verso), vinil 180gram (Lado B) e encarte - Foto: Diego Kloss

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